21 de Outubro 2015 e na timeline temos:

Voltei a escrever aqui por n motivos, um deles é ter um lugar para guardar coisas que acho legais, outro é porque to cansada de só ver porcaria no Facebook. E falando em porcaria, hoje tá um dia especialmente surreal pois enquanto todos postam sobre o De Volta para o Futuro o que acontece é:

Screen Shot 2015-10-21 at 2.39.32 PM

Esse anúncio sendo divulgado pelo Clube de Criação.

Eu vi e não acreditei. Não acreditei que uma agência do porte da Leo Burnett Tailor Made (entra lá e comenta) criasse algo assim. É uma tremenda falta de responsabilidade, sensibilidade, respeito e nem tenho palavras para descrever o quão horrendo isso é.

Embora eu seja formada em PP, sempre achei que a imensa maioria dos profissionais da área deveria ter um choque de realidade, sair das suas bolhas e conhecer as pessoas que habitam esse lugar. Eu acredito que publicidade pode sim ajudar o mundo a ser melhor. E é muito triste ver que ainda existe tantos profissionais focados em fazer exatamente o contrário.

Vergonha eterna desses aí.

Dos envolvidos e do cliente sem noção que aprova um absurdo desses. (entra lá também e comenta).

E vamos colocar a ficha técnica aqui sim, porque todo mundo tem que conhecer quem se envolve nesse tipo de propaganda que incita o ódio.

39º Anuário do Clube de Criação São Paulo

Categoria: Design & Marketing Direto

Campanha: The Shemale Calendar

Foi criada uma peça direcionada aos mecânicos, reforçando a importância de usar peças originais Meritor.

Uma vez que os mecânicos que compram peças não originais o fazem pelo preço, precisávamos mostrar que essa economia acaba saindo caro no final, por causa de reparos e reclamações posteriores.

Tendo em vista que os mecânicos têm o costume de pendurar nas paredes de suas oficinas calendários com mulheres em poses sensuais, criamos um calendário especial, estrelado por mulheres lindas. Ao final do calendário, mostramos que aquelas mulheres, na verdade, eram homens travestidos, que são mesmo travestis na vida real.

O conceito revelava a ideia: “Se não é original, mais cedo ou mais tarde você sente a diferença”.O calendário Shemale foi distribuído em centenas de oficinas pelo Brasil.

Ficha Técnica

Diretor geral de criação
Marcelo Reis, Guilherme Jahara

Diretor de Criação
Marcelo Reis, Guilherme Jahara

Redator
Julio D’Alfonso, Carla Cancellara

Diretor de Arte
Murilo Melo, Ricardo Alonso

Fotografia
Lucio Cunha

Produtor Gráfico
Zezinho Lima, Ricardo Sotelo

Art Buyer
Stella Crippa, Mauro Moura

Agência
Leo Burnett Tailor Made

Anunciante
Meritor

Aprovado por
Marcelo Rosa

 

O poder da vulnerabilidade

Foto daqui http://www.onsecrethunt.com/wallpaper/3d-broken-glass-wallpaper/46904/

Durante o processo de estudos relacionados a composição musical, algo que voltei a fazer há cerca de 2 anos atrás, uma das questões que sempre martelou na minha cabeça foi: qual seria o motivo que faz com que algumas músicas com temática triste, melodia idem, sejam populares e tantas outras que seguem a mesma linha não sejam? Uma das coisas que me ocorreu foi a que, essas músicas que são tristes e populares, expõem um certo tipo de vulnerabilidade que faz com que a gente se sinta conectado e se identifique com elas. E essa capacidade/habilidade de  se demonstrar vulnerável, talvez esteja ligada a um fator de experiência, onde o indivíduo já recebeu tanta porrada na vida e segue aí, de boas, que acabou entendendo que aguenta, que  então, a partir disso, é possível se mostrar vulnerável pois existe consciência da capacidade de superação. E não, eu não estou sob efeito de psicotrópicos.

Bom, eu acho esse assunto fascinante, então fiquei bem feliz quando a (sempre) genial Maria Popova postou um artigo exatamente sobre isso.

“In Rising Strong (public library), Brown builds upon her earlier work on vulnerability to examine the character qualities, emotional patterns, and habits of mind that enable people to transcend the catastrophes of life, from personal heartbreak to professional collapse, and emerge not only unbroken but more whole.”

Lê lá. 

É mágico.

Cadê todo blá blá blá design thinking?

the_design_thinker

Fiz até uma arte aqui pra provocar. Mas afinal, é impressão minha ou todo lance de “design thinking” saiu da moda?

Ah, talvez seja porque agora todo mundo tem que ser “criativo” já que pra resolver problemas não adianta só ter milhões de post-its, tem que ter um PLUS A MAIS?

Susan Miller disse que a influência do eclipse bizarro acabava hoje, mas como podem ver, estou citrus.

Porém tem váaarias coisas interessantes acontecendo.

1. A IDEO libertou o Field Guide to Human Centered Design pros meros mortais

Quer saber como se faz pesquisa direito? Baixa e lê ou compra a versão impressa. (tem até versão em português, pros que não tem condições de ser platéia em um show do Ed Motta)

2. O Japão escolheu o Godzilla como embaixador de um dos seus distritos

godzilla

Não precisa escrever mais nada, certo? Qualquer pessoa com um mínimo de noção compreende a relevância dessa notícia.

3. Tem esse artigo na Fast Company que explica a Holacracy, sistema de trabalho que empresas como Zappos usa.

Eu curti. To até pensando em criar uma subversão disso e chamar de Holacrazy. Sabe como é, junte-se aos teus.

4. E tem esse programa que parece excelente para pós graduação em “Social Innovation Management” – no Brasil e/ou no Quênia

Olha a descrição: “Over ten months, you will train at the depth and pace necessary to succeed in this field – the intensity is equivalent to a 2-year traditional master’s degree – while exploring a city with a thriving innovation and entrepreneurship culture.”

Experimente sozinho (Experiment Ensam)

Eu vi esse projeto hoje e achei tão legal que pensei em contar pros amigos e já visualizei a clássica cara que eles fazem, uma mistura de “que porra é essa” e “afff”, coroada com um “só tu mesmo, Desirée”.

Tá, mas olha só, vê se não é massa demais? Os suequitos do “Experiment Ensam” resolveram filmar pessoas passando por situações onde geralmente elas teriam muitas pessoas ao redor, como por exemplo, assistir um show de stand-up comedy, só que as pessoas, opa A Pessoa, assiste sozinha.

Legal.

Eles fizeram isso com uma ida ao parque de diversões, ao karaokê, a uma conferência de empresa e com um show do Bob Dylan.

É. Um show inteiro do Bob Dylan e banda para o superfã (e oficialmente pessoa mais sortuda do planeta) Fredrik Wikingsson.

via Rolling Stone

The Joy of Fix

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Acho que já faz um tempo que as pessoas conhecem a maravilha que é Sugru, aquela massinha de silicone que te ajuda a consertar praticamente qualquer coisa, resiste ao calor, ao frio, a ataques alienígenas e outras cositas.

Se não conhece, por favor, entra aqui agora.

Produto incrível + comunicação bem feita = #epicwin – foi isso que pensei quando vi o The Joy of Fix, com visual inspirado por guias “para uma vida sexual melhor” dos anos 70. E ainda fizeram um filminho sapeca com um ruivão sendo o Ghost da galera.

Encheu meu coração de amor, muito obrigada.

Little Bits sendo foda (de novo)

Quando o Little Bits foi lançado fiquei apaixonada.

Que idéia, que conceito, que execução. E desde 2009 eles não param de criar novos desenvolvimentos tipo um kit em parceria com a Korg para montar um sintetizador, outro com a NASA, outro com Arduino para programar e o Cloud para conectar qualquer objeto a internet.

Foda né?

Mas eles não param e agora lançaram um projeto que fez meu coração bater mais forte, o bitLabs, uma plataforma onde qualquer usuário poderá prototipar um novo módulo e enviar para que a empresa o produza e venda, sendo que 10% do valor de cada unidade vendida vai para o criador. Coisa mais linda quando uma empresa se dá conta de que seus melhores colaboradores podem ser seus clientes, não acham?

via Wired

Finalistas do prêmio de inovação 2014 da Fast Company

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Saiu a lista dos finalistas do 2014 Innovation by Design Award da Fast Company.

Por que você deveria ler?

Bom, eu sempre olho porque acho que os finalistas geralmente são excelentes indicativos de como o mundo/mercado vai funcionar no futuro próximo.

A premiação final acontecerá no dia 15 de outubro.